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Resenha Econômica

Sexta-feira, 05 de outubro de 2018

Os mercados internacionais fecharam majoritariamente em queda na sexta-feira. Na Ásia, prevaleceu o movimento de baixa, com ações do setor de tecnologia sob pressão, após uma quinta-feira mais negativa nos EUA. Relatos de uma possível espionagem chinesa também contribuíram para o clima de cautela. Entre as commodities, o petróleo fechou próximo à estabilidade, em meio a sinais mistos de oferta. Embora os estoques tenham aumentado nos Estados Unidos, o número de poços em atividade se elevou. O cobre, por outro lado, fechou em queda, acompanhando os movimentos tensos nas relações comerciais entre EUA e China, além do baixo volume de negócios, dado que o mercado chinês estava fechado. Na Europa, também prevaleceu o movimento de queda, refletindo tanto os fatores citados acima quanto as preocupações com o Brexit e o déficit orçamentário italiano.

Nos Estados Unidos, foi divulgado o relatório de emprego, com geração de vagas abaixo da esperada. Contudo, a taxa de desemprego recuou ao menor nível desde 1969, e os salários avançaram. Os mercados acionários recuaram em sua totalidade, mas reduziram as perdas ao fim do pregão. Os juros avançaram para o nível mais alto desde 2011, refletindo a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) eleve os juros com maior velocidade do que o esperado.

No Brasil, predominou a cautela na última sessão antes da eleição. Apesar de a pesquisa do Datafolha ter indicado um descolamento de Jair Bolsonaro de 13 pontos de vantagem em relação à Haddad, a sessão foi de realização de lucros, por ter caído a probabilidade de vitória ainda em primeiro turno. Assim, o Ibovespa fechou em baixa de 0,76%, embora na semana tenha avançado 3,75%. Entre os juros, alta volatilidade, mas no fechamento do dia o movimento se consolidou de alta. No câmbio, a moeda americana recuou 0,91%, ao nível de R$ 3,84/US$, refletindo o fortalecimento de Bolsonaro nas pesquisas.